Saiba porque todos nós deveríamos ter um disco híbrido em nossas máquinas

Sabemos que os SSDs são muito mais rápidos que os discos rígidos convencionais, possuem menor tempo de latência e eliminam o maior gargalo de desempenho que existe em um computador modelo. Porém, como qualquer tecnologia que ofereça recursos muito melhores, atualmente eles são impagáveis para tamanhos de 256 GB ou 512 GB, e tamanhos menores do que estes podem comprometer a experiência de uso por não ter espaço suficiente para quem costuma guardar filmes no computador.
Os bons e velhos HDs, por outro lado, são relativamente baratos se comparados aos SSDs: pelo valor de um SSD de 256 GB é possível conseguir 4 TB ou mais em discos rígidos. A desvantagem é que o que se ganha em armazenamento se perde em desempenho, e em alguns casos, isso faz com que uma máquina extremamente rápida, dotada de um processador de vários núcleos e bastante memória, pareça impressionantemente lenta para abrir um programa. E o mesmo é válido para o os vários segundos que temos que esperar para que o sistema se inicie.

Como qualquer solução que parece óbvia depois que tomamos conhecimento: por que não unir SSD e HD em um único drive? Essa tecnologia já existe e já está fazendo bastante sucesso. É o chamado disco híbrido. Muito comum em Ultrabooks de baixo custo, ele é basicamente a união entre um disco rígido convencional de 500 GB (ou mais) e um pequeno chip de SSD de 10 GB ou 30 GB, destinado a desempenhar as funções mais utilizadas no sistema. Essa combinação não só aumenta significativamente a performance geral, como também diminui bastante o preço desses equipamentos.
Isso significa que ao comprar um híbrido teremos a velocidade de um SSD e o armazenamento de um HD a um preço baixo? Não. Mas a performance geral da máquina será muito maior, afinal, o famoso “boot ultrarrápido” propagandeado pelos Ultrabooks não acontece devido ao processador, mas sim pelo desempenho do cache do SSD. O híbrido fica contido em um único drive que possui o mesmo tamanho de um disco de 2,5 polegadas (utilizado em notebooks), que aparece para o sistema operacional como somente um drive.

O próprio firmware do disco híbrido é quem organiza o que deverá ficar no SSD ou no HD, não havendo nenhuma necessidade de o usuário fazer isso manualmente (o que seria um trabalho muito, mas muito chato), e sem sofrer interferência do sistema operacional, ou seja, o híbrido é compatível com Windows, Linux e Mac ou qualquer outra plataforma onde seja instalado. O algoritmo que faz essa escolha determina dinamicamente os dados que são acessados com mais frequência e os manda direto para o SSD, deixando o HD com os arquivos pouco utilizados.
No Brasil, os discos híbridos podem ser encontrados somente por vendedores especializados e no Mercado Livre. O modelo mais popular é o famoso Momentus XT, com 750 GB de armazenamento em disco, 8 GB de SSD, 7200 rpm e preço na faixa de R$ 400. Quem quiser melhorar o desempenho de seu notebook sem ter que ficar carregando um HD externo para cima e para baixo nem mexer na poupança, um disco híbrido é uma excelente opção.

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