Piso térmico espanta frio na saída do banho

Tomar banho é a melhor e a pior parte do inverno. A melhor, porque poucas coisas aliviam tanto o frio quanto um bom banho quente. O que é sofrido é sair do boxe quentinho e ter de enfrentar o banheiro gelado do lado de fora. Mas há alternativas para esquentar o ambiente e diminuir o choque térmico.
A mais comum é aquecer o piso. Nem é um método tão novo assim. Na Antiguidade, era adotado pelas famílias nobres: havia uma caldeira a lenha embaixo do banheiro, que garantia o calor da superfície, e um escravo destinado unicamente a manter o fogo abastecido de madeira.
Hoje em dia o processo é mais simples. Para esquentar o piso, são usados dois tipos de tecnologia, a elétrica e a hidráulica. O aquecimento elétrico é montado como sanduíche, com vários “andares”. O primeiro é o contrapiso, sobre o qual é colocada uma camada de isolante térmico. Depois, são instalados os calefatores, espécie de resistências responsáveis por distribuir o calor. Eles são protegidos por uma argamassa preparada com areia e cimento. O revestimento vem por último, por cima de tudo. “O ideal é fazer essas mudanças durante a construção ou reforma”, afirma Danilo Stasiak, gerente comercial do Grupo Álamo, que fabrica isolantes térmicos. “O gasto para revestir um banheiro de 6 metros quadrados é de R$ 1 mil, incluindo a mão de obra.”

No sistema hidráulico, o princípio é o mesmo, mas a instalação ocupa mais espaço. Em vez de deixar uma margem de 2 centímetros na espessura do piso, o arquiteto deve trabalhar com uma medida de 6 centímetros. No lugar dos calefatores, canos com água quente passam por debaixo do revestimento. Para armazenar a água aquecida, é necessária uma caldeira, mantida em uma casa de máquinas, na parte externa da casa. Segundo Stasiak, o custo da instalação hidráulica é o dobro de uma elétrica (esta custa R$ 250 por metro quadrado) – mas pode compensar em residências grandes, com mais de 300 metros quadrados.
Além de mais caro, o sistema hidráulico costuma requerer mais manutenção, que deve ser anual, incluir a limpeza da caldeira e a troca do combustível responsável por aquecer a água (gás ou óleo diesel). No sistema movido a eletricidade, não é preciso acompanhamento técnico; o termostato tem garantia de dois anos.
É possível instalar esse tipo de revestimento na casa toda, em qualquer tipo de piso. No sistema elétrico, usa-se um termostato para cada cômodo, enquanto no hidráulico a caldeira pode ser usada para toda a extensão. Como os calefatores estão sob o piso, molhá-lo não é um problema.
Para quem não está disposto a quebrar o banheiro, há alternativa mais econômica. Parece um daqueles tapetinhos que se pisa depois do banho. A diferença é que, dentro dele, há uma resistência que o aquece ao ser ligada à tomada. O sistema guarda semelhança com os de uma torradeira. Mas a resistência é encapada com silicone, o que permite que o dono do pé molhado não leve choques. “A própria resistência é um controlador de temperatura. Tem um fio que conduz o calor e outro que é ligado no termostato da parede. O termostato liga e desliga automaticamente, conforme a temperatura vai subindo ou descendo. Chega ao máximo de 30°C”, resume José Valmor Dahmer, diretor da Tecnosul Aquecimento Ambiental, que fabrica o produto.
Assim como o clássico tapetinho do banheiro, esse tem as mesmas medidas: 0,5 m por 1m. E pode ser lavado na máquina. A garantia é de dois anos para o termostato e cinco para o tapete. De acordo com o fabricante, o calor gerado pelo dispositivo vai além do retângulo de tecido e se espalha por parte do chão do banheiro. Custa R$ 157.

 

Fonte: Vida e Estilo

 

 

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