Estaleiro (EBR) em construção no sul do Brasil já emprega 300 pessoas

estaleiro brasileiro

Sobre a empresa que esta construindo o Estaleiro

A EBR – Estaleiros do Brasil Ltda. é uma empresa especializada em construções offshore, originada através da associação entre a empresa japonesa, TOYO Engineering e a empresa brasileira, SOG Óleo e Gás (SETAL), onde ambas dividem a sua participação societária em 50%.
A SOG, mais conhecida como Setal Óleo e Gás, além de ter larga experiência no setor onshore, executa obras de construção offshore desde 1981.

A TOYO, com atuação mundial, já executou mais de 1.600 projetos em mais de 50 países em diversos tipos de setores. Especificamente na área offshore,

executou 6 projetos de “topsides” para a construção de FPSO´s junto a MODEC para a PETROBRAS.

A EBR nasce como uma grande experiência atrelada as suas sócias e também conta com profissionais que participaram de importantes projetos offshore como
a P-31, P-19, PPER-1, P-48, P-52, P-51 entre outros.

A EBR está investido R$ 500 milhões nas primeiras etapas de construção de seu estaleiro, localizado na cidade de São José do Norte no Estado do Rio Grande do Sul.

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CARACTERISTICAS DO ESTALEIRO:

  • Investimento de R$ 500 milhões nas primeiras etapas;
  • Geração de 3 mil empregos diretos e 10 mil empregos indiretos durante o pico de operação;
  • Terreno com área total de 1.500.000 m²;
  • Cais com 820 metros lineares para executar serviços de integração em 2 FPSO´s simultaneamente;
  • Capacidade de processar 110.000 toneladas de aço por ano.

STATUS DA IMPLANTAÇÃO DO ESTALEIRO:

  • 2012: Obtida a licença ambiental de instalação(LI).
  • 2013: Concluída a Implantação do canteiro de obras;
  • Serviços de terraplanagem, dragagem e construção do cais estão em andamento;
  • Início da edificação das áreas administrativas e industriais;
  • Inicio do recebimento de equipamentos para construção de módulos.
  • 2014: Início da construção dos módulos;
  • Término da edificação das áreas administrativas e industriais;
  • Término da implantação total do cais e início dos serviços de integração de plataformas.

CARTEIRA DE ENCOMENDAS:

  • Plataforma P-74: Construção e integração dos módulos do FPSO para a PNBV/Petrobras que irá operar nos campos da Cessão Onerosa do Pré-sal.

A plataforma terá capacidade para processar 150 mil barris de óleo por dia e 7 milhões de Nm³ de gás.

No dia em que estava marcado o início das obras do Estaleiro Brasil (EBR), em São José do Norte, no sul do Estado, houve um anúncio ainda mais importante: a P-74, primeira plataforma fora de Rio Grande, começa a ser montada em dezembro.

Quando estiver pronta vai operar em uma área da camada pré-sal que se tornou conhecida por uma polêmica: a que foi cedida pela União em troca do aumento de participação na Petrobras, na operação chamada de cessão onerosa.

O casco da petrolífera orçada em R$ 1,7 bilhão deverá chegar em fevereiro de 2015, quando cerca de 4 mil pessoas estarão atuando no local.

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Partiu de Augusto Mendonça, conselheiro da EBR, a informação da construção mesmo que o estaleiro ainda não esteja pronto. De acordo com o gerente da construção da P-74, o engenheiro José Paulo Ribeiro, da Petrobras, os módulos começarão a ser produzidos antes do final do ano. Para isso, cerca de 1 mil trabalhadores já deverão ter sido contratados. A prioridade aos novos profissionais será dada aos que já atuam no setor em outros estaleiros e outras obras em Rio Grande. De acordo com o prefeito de São José do Norte, Zeny Oliveira, pesquisas apontam que haja 3 mil nortenses trabalhando na cidade vizinha em diversas áreas. Só no polo naval, o número passa de 1 mil.

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— Vai ser uma época boa, que coincidirá com a conclusão das plataformas e desmobilizações. Isso vai ajudar a impedir outros transtornos, como desempregos — afirmou o presidente do EBR, Alberto Padilla.

Ainda sem números específicos já que sequer acabaram as obras das plataformas de Rio Grande e ainda não há previsão para início de processos de contratações em São José do Norte, a expectativa é aproveitar o máximo de mão-de-obra local. O alto número de trabalhadores será necessário para cumprir o cronograma da P-74, cuja construção deverá ser entregue em 2015. Atualmente, cerca de 300 profissionais atuam no estaleiro.

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Para conseguir adequar a necessidade do estaleiro à capacidade da cidade, uma série de medidas deverá ser tomada. Quatro pontos são elencados como os principais desafios para a cidade de 25 mil habitantes: logística, travessia para Rio Grande, moradia e saúde.

No primeiro item, a extensão da rodovia São José do Norte-Mostardas (BR-101) até o estaleiro é vista como prioridade. A obra é uma contrapartida do estaleiro e visa desafogar o trânsito e desviá-lo do centro histórico da cidade de 181 anos.

 

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A travessia para Rio Grande é o grande desafio. Em entrevista pouco antes da cerimônia de começo das obras do estaleiro, o governador Tarso Genro não garantiu qualquer mudança nem nos serviços de balsa e lancha oferecidos atualmente nem para futura ligação a seco entre os dois municípios. Ele classificou como “sondagens” e “especulação” as notícias sobre o interesse de empresas em construir um túnel ou uma ponte entre as duas cidades.

O item que mais preocupa a administração do estaleiro é justamente o relativo às habitações. Padilla afirmou que a a construção de novas moradias não está acompanhando a velocidade das obras do estaleiro e que a cidade poderá viver um gargalo nos próximos meses. Segundo Zeny Oliveira, o assunto é tratado como prioridade.

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Já a saúde ganhou fôlego extra nesta sexta-feira. O secretário da pasta, Ciro Simoni, garantiu o repasse emergenciais de R$ 2,6 milhões para obras na infraestrutura do hospital São Francisco. Até 2014, o Estado deverá investir cerca de R$ 6 milhões na estrutura de saúde do município.

— Este é um bom problema. Ruim era ficar estagnado, como nas últimas décadas. A região sul do não é mais o patinho feio do Estado — disse o governador.

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