A Eco Casa do Brasil

Projetos semelhantes existem em outros países. No Brasil, o eletricista Antônio Duarte, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), desenvolveu um projeto de residências utilizando garrafas PET. O que diferencia o projeto brasileiro do desenvolvido na Nigéria é a forma como  o PET é utilizado. No projeto de Duarte, intitulado “Eco casa”, as paredes são moldadas em formas feitas de madeira e chapa de aço e em seguida as garrafas são colocadas entre a mistura de cimento e areia, constituindo uma “parede-sanduíche”. As paredes são coladas no chão em uma camada de 10 cm de cimento. Por metro quadrado são utilizadas 21 garrafas de dois litros. A primeira casa foi construída em 2009 e, com a aceleração do processo de preparo, atualmente a casa já pode ser construída em apenas 5 dias utilizando as paredes previamente preparadas.

Além disso, as construções contam com um simples sistema de reaproveitamento de água e, ao contrário do projeto da DARE, no qual depois de concluída a construção é possível visualizar o fundo das garrafas na fachada, o projeto brasileiro, depois de pronto, tem o aspecto de uma fachada convencional. Uma boa alternativa para quem acha o aspecto formal final do projeto africano muito rebuscado. As garrafas furadas que não podem ser utilizadas na construção são derretidas e dão origem a uma textura de baixo custo. Atualmente já foram construídas 11 casas populares de 50 m² e uma casa de 1106 m². O projeto leva a uma economia de 40 a 50% em relação a uma construção tradicional.

Fonte: Obvious

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